June 2012
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Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras pomar amor cantar. Um homem vai devagar. Um cachorro vai devagar. Um burro vai devagar. Devagar… as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Cidadezinha qualquer, Carlos Drummond de Andrade.
May 2012
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O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o...
–
CALVINO. Ítalo. As cidades invisíveis.
April 2012
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Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as...
– Cecília Meireles (via brazilwonders)
FÉriado
(Penitentes encapuzados fazem procissão de Semana Santa em Valencia, Espanha)
Sobre bairros nobres.
Passarelas, precipícios
Elevadores, elevações
Ruas, ruídos
Você, pobre (e) encantado, perdido.
imb.
March 2012
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Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não...
– Mário Quintana.
January 2012
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Luzes e abraços – A Cidade e as epidemias.
(Como a Cidade tá em férias, sua rotina –digo, sua postagem- está um pouco distinta, pouco poética, mas muito pessoal)
Luzes e abraços – A Cidade e as epidemias.
Acho que passar por qualquer experiência –seja boa ou ruim- e não tirar nenhum aprendizado é muita burrice para um ser humano.
Desde o dia 24 de dezembro de 2011 –daí vem aquela piadinha: “Waw, desde o ano passado!?” eu não sabia o...
July 2011
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Coração inquieto.
(mmdmmq)
Batia as sandálias com a humildade que lhe cabia. Agitava os braços como se quisesse que o vento desse rumo a caminhada que faria.
No olhar tinha rifles e flores, cortina-combate das próprias dores. Em silêncio tornava-se pedra. Mas não pedra qualquer. Em palavra inundava-se, como se do alto pudesse chover sereno de sabedoria. Mas só enxergava quem o ouvia.
De sorriso discreto e...
A cidade do Amor
A cidade do Amor
(A Cidade e a Pedra) - Parte I.
Começo logo por falar da cidade mais complexa, mais problemática, mais capital. E aqui poderia escrever tudo que nela se passa, mas ainda assim não seria capaz de descrevê-la totalmente; me rendo então a contar sobre uma estreita rua da qual da qual caminho diariamente. Nas estradas de maio de 2009 tropeço com uma Pedra de um metro e noventa e...
June 2011
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Enquanto houver sol, e um pouquinho de chuva,
deixe que a lua, que a rua, a fervura,
adentre leve o seu ser.
Enquanto houver descaso, típico dos falsos braços de abraços,
corra ao acaso, não irá se perder.
E quando tudo encontrares, e assim te esqueceres, me avise onde estás,
vou atrás de você.
Sem sol, sem lua, com braços doídos e um pouco ode ternura: Aceites que (eu) te cuide, me...
(meu) Coração:
cidade turística de poucos habitantes.
– imb.
A Cidade Celestial.
Outro dia me perguntaram se gostaria de viver para sempre, e disse prontamente que não, resposta tão súbita quanto ao susto do interlocutor. Não me apresso, mas também não vejo a hora de atravessar o portal da Cidade Celestial… pois lá encontrarei todos que deixei que a terra levasse, não por descaso meu, mas por necessidade deles próprios.
imb.
Cozinha...
Meus momentos felizes para alguns soam tão simples, mas para mim são eternos: era quando chegava da escola, quatro e meia da tarde, e corria pela cozinha afim de abraçar forçadamente a minha avó, já limpa e “tomada banho”, após um dia doméstico. Ela começava a jogar água em minha direção, chamando-me de todos os adjetivos “cascões” que conseguia lembrar… por fim,...
May 2011
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Haverá sempre haverá
Chuva para alagar
Copo para me afogar
imb.
Mares e morros.
Estava, estava sim, perdida dentro de mim. Sem rumo, sem afim, pus-me a navegar sobre minha superfície, e me afoguei, pois não calculei sua profundidade.
Navegaria sim, outra vez mais, mas iria protegida de coragem. No fundo, no fundo, tenho medo de sentir esta vontade.
imb.
Vi terras da minha terra.
Por outras terras andei.
Mas o que ficou marcado
No...
– Testamento - Manuel Bandeira.
April 2011
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Volte sempre.
(escrito em minha infância latente)
Morava à beira-mar de uma praia distante, de pescadores. Não havia muito o que fazer por lá, apenas estudar, ajudar papai com a cooperativa e tecer redes, por diversão. Todo o dia eu ia para a escola, e era inevitável não ver… o mar. Azul, imenso e tentador. Mar que eu não conhecia, e as pessoas custavam acreditar nisso. Nem a areia, que nunca tinha...
É possível viajar sem dar um único passo, assim como andar milhas sem nunca ter...
– @serperegrino.
Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas,...
– Oscar Wilde.
Não se luta contra o destino; o melhor é deixar que ele nos pegue pelos cabelos...
– Machado de Assis.
Em meus cenários fantásticos.
Em meus cenários fantásticos, nem sempre sou protagonista. Certamente sou figurante, mero artista, mendigo ao fundo sussurrando sustento e atenção de olhos dispersos.
Meus cenários fantásticos, nunca consegui materializá-los. Fotografia que só eu vejo é emprego inútil de cor. Terás de confiar em meu relato.
Se isto ainda assim te basta, ponho-te em meu elenco. Em meu elenco fantástico-imaginário.
December 2010
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classificados.
Um lugar, sem uma única lágrima, onde o vento faça morada e o sol nos dá sede de água. Um lugar onde o sono é tranquilo, o inverno taedio e, precipícios, vazios. Um lugar, que eu faça morada, adentre a mata e esqueça o (meu) nada. Um lugar, de vida sem medo, leitura emprego e eternidade, desejo.
Se eu encontrar, vou contar para todo o mundo…!